Sobretudo, coisas relevantes. E nada é mais relevante do que a liberdade de pensar e a coragem de escrever. Nada é mais generoso do que compartilhar o que nos é relevante. Sobretudo, toda e qualquer coisa. Ano VIII
04 dezembro 2007
Mas o que é isso, companheiro????
Deu no site do Ancelmo, no Globo On line. Postei o vídeo, para que todos possam ver e tirar suas próprias conclusões. O ator Caio Junqueira, que interpretou o policial quase honesto e destemperado que acabou morrendo de síndrome de Tom Cruise no filme Tropa de Elite, confundiu a vida com a arte, ou a arte com a vida, (tanto faz), enquanto gravava uma cena em um cruzamento da Avenida Chile, no Centro do Rio. Ao atravessar a rua como um transeunte comum foi abordado por um atravessador de piratarias, destes que a gente encontra aos montes no Centro do Rio, vendendo de cds a programas sofisticadíssimos de computador e... filmes. O "muleque" tentou vender uma cópia pirata de filmes "só lançamento"! Parece até armação, né? Mas não era; pura coincidência. O que surpreende é a reação do ator, que agiu como se ainda estivesse incorporando o policial do Bope que interpretou no filme. Fico pensando o que estará acontecendo com o pobre e ignorante povo brasileiro que viu o filme. Lembram da síndrome de Ayrton Senna, quando as ruas do Rio se tornaram verdadeiras pistas de corrida e a indústria automobilística floresceu como nunca na história desse país (copyright Lula)? Se um ator trata o "muleque", como chamou o camelô, da maneira como tratou, imaginem o que um policial fardado e armado não se sentirá autorizado a fazer com os desvalidos desta cidade. Tenho sérias dúvidas sobre onde está o real problema que nos aflige. Está aí o vídeo para vocês chegarem às suas próprias conclusões. Ah, e dêem uma passadinha lá no blog do Ancelmo também para ver como o assunto foi tratado - essa é uma reflexão importante para quem costuma acompanhar a vida pela imprensa.
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Um comentário:
Apoio integralmente suas observações. Quando vi o filme, também julguei que era uma armação. Infelizmente parece que não é.
Não é a primeira vez que um ator incorpora um personagem e passa a viver como ele. Na minha infância havia um seriado na TV chamado Vigilante Rodoviário. O ator que vivia o papel do título, tempos depois, fez concurso para a Polícia Rodoviária e se tornou um vigilante na vida real.
Mas, quem teve a oportunidade de assistir ao seridado deve lembrar as diferenças de postura ética e de comportamento que existiam entre o Vigilante Rodoviário e o Bope.
Eram outros tempos. Parece que acabaram, infelizmente.
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