
Rssss.... É claro que não existe manual para isso. Mas como reza a sabedoria popular, teria sido a necessidade que ensinou o sapo a pular e o homem a voar (acréscimo pobre, mas meu). Se é por aí e todas as coisas surgem da necessidade, então é possível inventarmos tudo — porque o que não falta é necessidade. Partindo desse princípio lógico-esotérico, resolvi inventar um oásis para os meus dias que seguem cada vez mais assoberbados (pela graça do bom Deus!). Comprei uma harmônica blues diatônica (ha... como também é bom chamar os bois pelo nome certo de batismo!). Para quem não sabe, essa arrogância toda é o nome técnico da coisinha elegante, charmosa e inspiradora que chamamos, na intimidade, de... gaita. Isso mesmo! Comprei uma gaitinha blues e resolvi fazer oásis de som no entorno do meu dia. Uma gaita posso levar na bolsa, no bolso, na mão (se tirar o celular da mão e o guardar na bolsa!). Posso tocar em qualquer lugar, se resolver correr o risco de que joguem algumas moedas aos meus pés, mesmo que seja apenas para que eu procure uma escola para aprender a tocar direito... Claro que não quero correr esse risco... Mas brincadeiras à parte, posso procurar um jardim isolado — acreditem: a cidade tem muitos —, ou ir para o alto dos prédios onde trabalho. O quê? Pensaram que quero repetir a façanha dos Beatles? Enganaram-se, meus queridos e queridas.... Vocês não sabem, mas alguns funcionários públicos de diversos credos formam grupos e vão fazer seus oásis, no meio do trabalho, naquele espaço de caixas d'água e casas de máquinas lá no alto dos prédios. Será que eles pensam que Deus fica mesmo lá no alto, no céu? Ou é apenas questão de privacidade em grupo? Mas não vem ao caso. Até o prédio da Prefeitura tem seus grupos (bela pauta, hein... inédita, ao que me conste.) Então, por que não um sonzinho sozinho e discreto? E ainda posso pensar que lá embaixo alguém especial ouviu e ficou parado olhando pro alto, assim como uma serenata ao contrário, da janela para o chão... ops! Menos, menos...
Mas uma coisa quero declarar a plenos pulmões e sopros:
Mas uma coisa quero declarar a plenos pulmões e sopros:
COMO É BOM PODER TOCAR UM INSTRUMENTOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!
Um comentário:
Sério? Que maravilha!
A música já é um frescor para a alma. Produzí-la então, é mudar-se para o oásis etéreo, onde somente o vento se faz necessário para timbrar nossas melodias harmoniosas, mesmo que monotônicas ou dissonantes.
Ouça James Cotton!
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