O sol estava calmo.. brilhando sem queimar. E o mar, de um verde translúcido, invadia-me o olhar. Parecia que eu estava nele e ele transbordava para dentro de mim, numa identificação que era cor mas, ao mesmo tempo, alguma coisa que é possível apenas aos que se dispõem à fruição do que imaginam ser em comunhão com o que realmente é. Tem que se ter uma humildade extrema para achar que o mar nos reflete os olhos... como se ele estivesse lá apenas por fantasia — seremos mesmo dignos de tanta beleza? Talvez seja a isso que chamamos "privilégio". Que bom que é para todos. Mas que praia linda foi essa... Um dia quase inteiro, na companhia do Le Monde Diplomatique, cujo artigo que mais me instigou foi o que falava da comodificação dos discursos (sem dizer exatamente isso, sobre o que falaremos depois) e de dois capítulos de Umberto Eco em Viagem na Realidade Cotidiana. Que praia linda... Contribuiram, também, pessoas que não compartilharam os assuntos de que falaremos nas próximas postagens, mas que estavam deliciosamente lá. E o domingo continua, até que a segunda-feira se estabeleça em sua hegemonia do trabalho. Mas que sorvam todos as últimas gotas do dia final do repouso remunerado... Com amor, carinho e solidariedade, Hanna.
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