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09 novembro 2007

De um poeta que me ama... e me quer sempre feliz

Quem há de se lembrar daquela criança tão linda de olhos azuis?

Amadureceram os olhos, ficaram verdes, como a alma que caminha em sentido inverso.

Sorriso tão franco, de quem não conhece mesmo a vida.. tão linda aquela criança..

Cresceu, como não se esperava que conseguisse, apesar da vida.

Virou mulher, tão linda que nem ela mesma se dá conta de ser.

Cresceu para todos os lados – mulher, deusa, tudo o que a poesia permite ser.

Essa é ela ... mulher encantada, que quando fala derrama ouro e sonho por onde quer.

Abusa das palavras, como se perfumasse seu hálito com elas.

Ama a todos como se fossem seus, como se fosse sua única responsabilidade amar.

Como ama essa mulher!

Essa mulher anda nas nuvens, passeia com os anjos, fala com Deus, já dormiu com Zeus

– não um Zeus vulgar, mas aquele que cobrou de Prometeu a fidelidade que ele trocou pela sabedoria tosca da humanidade;

depois disso, dormiu com Prometeu, porque sabe que tem direito de liberdade...

e que a mais justa das liberdades é rever o caminho e escolher a direção contrária.

Essa mulher sabe do amor que habita os seres apesar de suas imperfeições,

Porque sabe das imperfeições.

Que mulher é essa?

Feliz de quem desvendar essa mulher tão densa.

Te amo, Hanna!

De mim, que te quero com o amor perfeito.

Jorge Otávio

Em tempo: Jorge é o pai; Otávio, o avô... Jorge Otávio, uma invenção.

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