Passado e futuro não existem. São artimanhas do pensamento. Às vezes voltamos ao passado por necessidade de construir a culpa que dará utildade aos chicotes da consciência... que são tecidos a couro e fogo nas teias do próprio pensamento. Com o tempo, com as culpas, com os chicotes e os pensamentos, erguemos as paredes concretas das celas que nos prometem a redenção. Não há redenção para enredos do pensamento. O futuro, como qualquer boa ilusão, é perfeito mas não existe. É como um lençol azul que se infla sobre a cama e de leve vai pousando. Enquanto desce, pode ser como as nuvens, como a abóboda do céu, como o vento, como uma cabaninha da infância, como as ondas, como o mar... até que pousa apenas como um lençol, que cobre a cama e nos devolve aos pensamentos. Se passado e futuro não existem, o que é o presente? Para quem se rende às artimanhas do pensamento, presente é passado, presente é futuro, o presente não existe. E é o único lugar de onde podemos construir o futuro que nos poderá garantir um bom passado que valha a pena visitar. Os pensamentos se nutrem de diálogos, adoram conversa, nos pegam pela palavra. Experimente encerrar a conversa com o pensamento quando ele quiser falar de passado; experimente mudar de assunto quando ele quiser perder tempo com o inexistente futuro. Experimente e terá a boa surpresa de encontrar o único lugar real, de onde poderá construir qualquer coisa. Experimente e se surpreenda com as possibilidades do presente que tão raras vezes te ocupou.
"Fica assim não, que tudo na vida passa... e tudo vale a pena. Beijinho. Hanna"
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