Uma alegria para sempre (com os devidos pedidos de desculpas)
(Mário Quintana com Salvador Dalí - Persistência da Memória- 1931)As coisas que não conseguem serolvidadas continuam acontecendo.Sentimo-las como da primeira vez,sentimo-las fora do tempo,nesse mundo do sempre onde asexistem lápides... Que importa se —depois de tudo — tenha "ele" partido, casado, mudado, sumido, esquecido,enganado, ou o que quer que te hajafeito, em suma? Tiveste uma parte dasua vida que foi só tua e, esta, "ele"jamais a poderá passar de ti para ninguém.Há bens inalienáveis, há certos momentos que,ao contrário do que pensas,fazem parte de tua vida presentee não do teu passado.
E abrem-se no teusorriso mesmo quando,
deslembrando deles,estiveres sorrindo a outras coisas.Ah, nem queiras saber o quantodeves à ingrata criatura...A thing of beauty is a joy for ever— disse, há cento e muitos anos, um poetainglês que não conseguiu morrer.
Nota da blogger: O poeta inglês citado por Mário Quintana é John Keats.

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